14/11/2018

  º Detalhes... º





Quando caminhamos , passamos pelos lugares
olhares atentos devemos tentar sempre ter...

Se simplesmente passamos, apressados,
de repente, detalhes poderão ser ignorados...

Vale a pena olhar bem!
Saber o que bem pode nos fazer ao olhar...
O que assim não for, podemos logo, no esquecimento deixar!
chica


31/10/2018

º º



Muitas pessoas desvalorizam o passado, dizendo "quem vive de passado é museu". Outros dizem que aquilo que já passou não importa mais, afirmando que apenas o presente é essencial.


O presente é, realmente, essencial. Mas é inegável, também, que o passado representa muito em nossas vidas.


O dia de hoje é extremamente influenciado pelo dia de ontem. Somos o que somos no presente por causa daquilo que fizemos no passado, incluindo atos bons e também alguns vacilos. É natural.


No entanto, antes de dar um passo agora, é preciso olhar para trás como uma fonte de consulta, para evitar o que deu errado e repetir aquilo que deu certo. Aliás, é para isso que servem as aulas de história no colégio.


Assim, é importante viver o presente, mas sem esquecer aquilo que já passou. Pensar bem no dia de hoje, baseado na experiência que cada um carrega, permitirá termos boas lembranças no futuro.


Quem esquece de onde veio não sabe para onde vai. E, sabendo para onde ir, teremos boas lembranças no dia de amanhã. E, para todas as pessoas, uma hora só restará aquilo que já passou.


Neno



14/10/2018

  º Mistérios... º





A porta fechada com um velho cadeado...

Por trás dela, mistérios indevassáveis...

De ferrugem como ele, imaginava-se estar também o coração daquela idosa, que ainda resistia às doenças que a vida lhe preparava, mas mesmo assim, não destrancava os segredos de sua vida...

Seu coração resistia, como resistia sua língua em contar inimagináveis acontecimentos daquela vida...

Aquilo tudo poderia mudar vidas, nomes, sobrenomes.

E ela ainda não deixara o coração se abrir... Seria ato contínuo...Quando alguém o cadeado conseguisse abrir, o velho coração pararia, haveria de deixá-la ir...

Assim pensavam as filhas, assim comentavam entre elas...

O tempo passa e o coração parou...

Ninguém das herdeiras coragem tinham para naquilo remexer...

Dentro delas, a desconfiança ,mas ainda a lucidez.. E foi essa que fez com que fizessem um pacto de irmãs...

Nenhuma naquilo tocaria, nenhuma os tais segredos desvendaria.. Talvez por medo que algo ali dentro, algum escrito, alguma foto ,algum exame ou certidão, estragasse entre elas a linda união!

Assim fizeram e maridos, netos, bisnetos, olham com curiosidade aquela porta fechada com o grande cadeado...

Curiosidade essa, ainda que grande, era cercada do respeito por aquela idosa que quis que tudo assim fosse, que anos e anos viva, conseguia para ser a guardiã da família ,claro à sua forma e jeito...

As filhas, já nenhuma criança eram, poderiam com aquele mistério logo acabar...

Poderiam, mas coragem não tinham...Imaginavam a presença da mãe a lhes criticar e tudo aquilo proibir...

O que seria feito daquilo tudo? Só o tempo...

Ah! Esse tempo, acreditavam elas, que um dia, em pó a madeira iria transformar e então nenhum cadeado mais poderia o "sol com a peneira tapar"!

Seria tarde?

Algumas delas talvez nem mais aquela cena pudessem presenciar, mas pelo menos, em pensamento, fizeram o melhor, para a memória da mãe preservar!

Foi o melhor, queriam acreditar!

Teimavam e precisavam nisso acreditar!

chica


26/09/2018

º Das perdas... º



Essa semana que passou tivemos  uma perda de um amigo de longos anos.
Era parceiro de trabalho do meu marido e mesmo após a aposentadoria dos dois, estavam sempre em contato.
Assim, mesmo sendo avessos à frequentar lugares tristes e que não nos façam bem, por motivos óbvios, tivemos que ir até lá confortar a viúva e dele nos despedir.

O cenário sempre aquele. Triste!  Perder alguém nunca é bom!

 O restante do cenário, encontro e reencontro com velhos amigos de trabalho... Claro que sorrisos e alegria ao rever alguns deles. Nem todos, claro!!!

Mas voltando, assim é.

Dentro da sala, o silêncio.

Fora dela, o alarido de vozes que se reencontravam e parecia que a vida estava correndo normalmente, sem dar muita "bola" parta aquele que ali estava deitado...

 Chega o padre.
A primeira fala:

_Por favor, desliguem celulares ou os silenciem e se aproximem.

Nada mais certo!

Na primeira frase dele, já conquistou a atenção de todos.
Há os que sabem e os que não o sabem fazer.  Reforçou carinhosamente para a viúva e os enlutados, a importância daquela sala cheia estar. Disse que já fez essa cerimônia com a sala toda vazia, apenas o "interessado".

E que se cheia estava, era o que o tesouro que o amigo que partiu havia conquistado. Sua bagagem. Apenas essa ele levaria!

Mostrou o valor da família, amigos ,o desprendimento do material e a importância de não esquecer que podemos saudades sentir, mas não tristeza. Quem foi, já está do outro lado ,descansou! Lá agora é a festa!

Enfim, fazia tempo, não ouvia um padre tão afetivo, tão gente como aquele. Saímos bem, apesar de...

Mas a vida segue...

E na vida, as inconformidades com as leis aparecem...
A viúva além de perder o seu amor e parceiro de longa vida, receberá apenas a metade da aposentadoria, que já é uma vergonha nacional.

E mais: ao planos de saúde a que estava vinculada, terá direito somente por um ano...
E depois?

Assim, segue a vida...

Me pergunto: é justo isso?  Se ela morresse, ele continuaria com tudo igual...

Mas as mulheres, até nessa hora perdem!

Aff...Haja!!!

Há que lutar!!! Não se conformar!!!

  chica