15/08/2018

º A falha mais importante º





A cada 4 anos, surge novamente o debate envolvendo as eleições para a presidência do Brasil.
Inúmeras matérias começam a aparecer em jornais, na televisão, no rádio e etc...
Há manifestações e discussões nas ruas, com diálogos e campanhas.
E também desejos de um país melhor.

No entanto, isso tudo não leva a nada. O problema não envolve somente os políticos. Não é um novo presidente quem vai mudar o país.

O problema é o sistema. Um sistema no qual é obrigatório ter apoio no Congresso, caso contrário não há como fazer nada. Ele é baseado somente em alianças partidárias, que envolvem interesses pessoais e não ideológicos.

Se não houver apoio político, ninguém pode mudar nada no país, pois os deputados e senadores votam "sim" ou "não" conforme o partido daquele que criou o projeto, e não conforme a proposta em si.

Portanto, mudar o sistema é tão importante quanto mudar os nossos representantes, embora ninguém comente acerca disso.

Neno







29/07/2018

  º Cantando a vida... º






"Palavras não bastam para descrever"
o que sinto dentro de mim...
presentes da vida consegui ter
por isso, sou bem feliz assim!

Nossa vida vai passando
o tempo parece até voar
muitos sonhos realizando
outros ainda, por concretizar...

Ter um amor ao meu lado
e pra tantos anos atrás olhar
saber que nada foi mudado
no amor, que só faz aumentar!

Saber olhar para a vida
com tudo que ela nos deu
é ver que ganhamos muito mais
do que aquilo que se perdeu...

Ganhamos sempre, a cada dia
a cada novo amanhecer
portanto, vivamos a alegria
e saibamos agradecer!



* Encontrei esse texto que foi publicado em Jun/2010 , participando de um projeto e deveria conter a frase: "Palavras não bastam para descrever"

O trago novamente para lembrar, relembrar e ver que temos agradecer por tudo que já ganhamos...

chica


29/06/2018

ºOlha, pai, eu tentei, mas acho que não deu muito certo não… º



Olha, pai, eu tentei, mas acho que não deu muito certo não…

Era dia 24 de agosto, uma quarta-feira. Dia de trabalho. Eu, como jornalista, tinha a missão de mostrar como a vida se desenrolava nas principais periferias da cidade, para a realização de uma grande reportagem. Estava frio e o caminho para o morro não era fácil. Por medo, a minha empresa não disponibilizara o carro oficial para a viagem. Como não tenho um veículo, tive de ir a pé.

A paisagem não era das mais acolhedoras. Uma estrada de barro em zigue-zague, cercada inteiramente de barracos ou qualquer coisa que servisse como lar, levava até um pequeno mercado, cujas paredes tinham mais buracos do que concreto. Pensei em ir até lá entrevistar o caixa, mas o olhar de um sujeito estranho me impediu de continuar naquela direção. Foi nesse momento que percebi como o preconceito não para de nos perseguir.

Segui o meu caminho por outro beco e encontrei uma jovem indo para a escola municipal. Eu a cumprimentei e perguntei se poderia realizar uma breve entrevista. Ela estava abrindo a boca para responder, quando um adolescente passou rapidamente por nós e disse, se dirigindo à guria:

-“Pra variar, não tem aula hoje, Gizele! Greve de novo.”


Com isso, me dei bem. Ela disse que havia tempo de sobra e até me convidou para visitar a sua casa. Prontamente, aceitei o convite. A jovem me conduziu por uma série de vielas até chegar em uma estrutura de somente 1 andar, que deveria ter menos de 15 metros quadrados. Ela falava sobre a sua vida, quando eu escutei uma frase que chamou a atenção:

“Olha, pai, eu tentei, mas acho que não deu muito certo não…”


Sem esconder minha curiosidade (e com certa falta de educação, da qual me arrependo) , fui verificar o que estava acontecendo no cômodo ao lado. Um garoto, com talvez 8 anos, tentava consertar uma lâmpada queimada ao lado do pai, que lhe mostrava exatamente o que deveria ser feito.

Essa situação me deixou muito feliz. Ver um garoto, provavelmente sem escolaridade alguma, totalmente interessado em aprender coisas tão práticas com o pai foi algo realmente entusiasmante.

Terminei a entrevista e agradeci a menina. Depois de tudo isso, a reportagem rendeu. O futuro precisa e merece interesse.



* Texto escrito pelo Neno

*Trabalho do colégio, com as seguintes regras:

-Texto em primeira pessoa
-Espaço: social